quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nada condicional

Não ver além do quantos dias à frente
O que te sustenta é só um nada concreto
Indo ao encontro de qualquer coisa sem graça
E sem sentido,
Fenda que de novo e de novo rasga
Sorriso rindo de qualquer coisa sem sentido e
Qualquer encontro, só indo.

Não ver além do nada sorrindo
Nada forte, concreto e maciço
Contra o chão movediço
Abstrato e sem sentido
Qualquer coisa disso que sobra e me faça
Mais que qualquer coisa sem graça.

Não ver além de si, nem ver a si,
Ante o antes, sem sentido e sorrindo,
Não mais que o nada que dá sentido e tira, que
Me dá sentido e me tira,
Porque nada,
No dia que se fecha em si,
De noite, no chão que some,
Indo de encontro ao que é sem graça,
Nada de fato sorri.

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