domingo, 14 de agosto de 2016

Cada conta, contingência

Sinto explodir como se fosse ontem
solto nos fogos esperança branda
logo sozinha long for amor-daçada
solo me engana, mordo, canto calada.

Mas sinto! explode e levanta a cara
sem ter vergonha e sempre levada
na força que puxa e é tempestade
na vida em sonho e na madrugada.

Mas sinto! e nada mais importa
ímpeto regente do desespero
de ter-te e não toda a noite morta
de saudades, ter-te à mão, teu cheiro...

...leve, mas leve tudo que é do todo
fica só aqui o porque te quero
ventre no às vezes porque o sempre é falho --
só fico se agora, só falo se for sincero.

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