domingo, 22 de maio de 2016

Autocrítica

Vejo o santo que não bate, a polícia sim
quanta gente a roda mata até chegar em mim
vejo o plano, o sangue no asfalto, um dia ruim
do alto, enfim
vejo o que passa, mas não sou assim! juro
vergonha, vejo a piada pronta
mas não vejo a graça
sozinha defendendo o sonho
de dentro da família reaça, que até ouve,
mas de outro mundo, um paralelo
recusa o crédito, credita o mérito, porra, que inferno,
não creio mais no consenso, a conversa virou
disputa por espaço, espaço pra fala, mas quem é que eu sou
pra dizer o que importa, a porta, qual a saída
se pra mim em nenhum momento faltou nem comida, não vou...
não vou dizer, mas não dá pra se calar também
como é que eu manifesto, quem que eu apoio, não sei
vou pra rua ver se acho quem me diga (e ouvir só me cala):
em qual parte da briga entra quem não faz parte de nada?

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