sábado, 12 de março de 2016

Minto pelo pra sempre nosso

Quero uma luneta
pra ver a consolação das dores,
numa noite de hoje preta
e fria
calma quieta vazia,
e a pressa sólida e quente
da gente.

Quero a gente desperta
a correr pela rua e passos mudos
a mudar toda inútil espera
- passou já essa era -
da história que nos vem
sem dedicatória
do além.

E tem de nós as mãos e
laços - estamos sempre juntos
quero que isso fique e passe
pra ver se fica mais
contraditório e luto
ao extremo do ridículo
pelo mito.

Do nosso amor de avança-encolhe
mentira
mon ami de some-fica
a minha
lua tem saudades, e lê, tua sina,
nessa noite fria
calma quieta vazia.

Um comentário:

Gustavo Schmitt disse...

Sem sombras dúvidas, você é a melhor poetisa catarinense da atualidade.
Gustavo H.S.