domingo, 6 de setembro de 2015

Confisco

De se supor que um dia
não quereria
uma presença ausente,
Como essa chuva
que para e re-volta
diz que não molha
e ferra a gente,
Vai lá fora e desconfia
vê se é hora
de lidar com o que
cala,
Cai na cabeça
o surto
mudo com a dor
na veia-gota-e-fala:
Olha, moça,
não sou
o delicado que espero
que os outros tenham comigo,
Seguro o tranco mas
tanto
constantemente
peço um abrigo,
Vem cá, segura aqui
essa pira de quem
sobrevive pra nada,
Vê se te importa, cola
conserta esse conto de fada,
Que eu perdi
não sei como
mas perdi
e ainda sonho;
não volta nem que grite
cresça
e levante.
A cada impulso parece
que tudo fica mais distante...

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