sexta-feira, 6 de março de 2015

Ausência de um plano de vida

É a ausência mais presente
que me enlouquece nos últimos meses.
A gente não sabe mesmo, mas sente
quando é ausente mas mente
que é presente mas sente
que é mesmo ausente mas...

Foi a loucura e mais um conto
das noites sem fim do nosso tempo.
A gente meio que sabia
quando eu te escondo o ponto,
confia,
que tu me escondes todo o conto
que é mesmo meio longo mas...

A gente meio que sabia quando.

A gente não sabe mesmo, mas sente.

A gente mente.
Leva pra esquina daquele
dia
com a chuva fraca e a menina
que chora e bebe e desafia
as leis da sanidade
sentada na calçada
e espia
as mãos dadas do casal da vez.

Aquela vez foi terminal.

Eu choro todo dia,
da completa agonia
de ficar entre a demolição
e a sanidade de um mundo real.

Eu minto todo dia
com uma meta bem consciente
de não ficar doente,
ou pelo menos
dizer que eu vivia
e que foi especial.




Nenhum comentário: