quinta-feira, 24 de julho de 2014

Delicadeza

Nos últimos dias,
não sei se por querer
(certamente por poder)
tudo que fala
vira
mágoa.

Não importa os meses de crise,
não importa as noites de morte.

Não importa as noites de amores
e o medo que tudo seja mais forte.

Não importa que tenha, quebrada,
dito que tudo ia ficar bem.

Não importa que toda hora, calada,
peça desculpas sem entender bem.

Não importa que busque saídas
pra entradas que nem inventei.

Não importa que exista uma história
da qual não saímos, e memória
da qual dependemos, e sofremos, e
Não importa.

Não importa, porque tudo deve ser destruído
então que importa o estúpido
rastro do que ficou?

E fica o que penso
e fica o que sinto
e fica o que fica.
O que fica?

Talvez...

No fim, o que fiz?
Por que faço?
Não importa, precisa parar!

Não importa que
em último caso
tudo que faço é,
no fundo,
amar.

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