domingo, 11 de novembro de 2012

'Que vida louca, um beijo pra ela'

Senta aqui, deixa eu te dizer
que estava errada.
Deixa eu te abraçar
pensar em nada,
deixa quieto, deixa escuro
quarto, escada.

Senta, deita, no colo
no rolo, na estrada
que a gente se encontra
que a gente se perde
e perde a entrada,
a saída, o rumo,
o prumo... e cada
vez outra agora e mais.

Pensa, que aquilo que achamos
foi embora, e veio
de novo, antigo, retrô,
e eu penso, não vou,
mas se eu não for,
a que conto me limito?
Em frente, e mente, e
cresce e sente em meio,
mas e se não fosse,
intente,
como abafaria o grito?

Pensa, que é melhor
tentar de tudo,
e não ficar na aparência
desse ser sisudo,
que tem as certezas mais burras
e as inseguranças mais certas.

Que o que vem errado
pra mim, sempre foi o mundo,
que eu te escolhi
pra confundir, no fundo,
junto,
uma cabeça irrequieta.


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