sábado, 23 de junho de 2012

A angústia da liberdade

Não me deixe,
por favor não me deixe...
Te darei tudo, mas por favor
não me deixe...

Te mostrarei o mundo
em que vivo,
meu coração um bicho
cativo,
teu,
mas não me deixe...

Não tenha pressa,
não se estresse,
não se acanhe e
não me deixe...

A vida é bela,
o tempo não voa,
e podemos dispor de mais
dele,
então não me deixe...

Porque tu não sentes?
Porque tanto mentes?
O que fiz, meu deus,
que jeito me falta?

Será que não é hora?
Mas nunca é agora...
Será isso o que for,
que dor, que assalta!

Mas é de praxe,
me bate,
é de escolha,
me encolho,
me arranho,
me mordo,
me deixo morrer.
Mas não me deixe...

Se for com sorte,
me solte,
que não me importe,
não volte,
não venha,
desdenha,
mas não me deixe...

Me deixe ser sim, somente,
como sou,
errada e contente
com tudo e com todos
e com o amor em si.
Mas eu imploro, por favor...
Não me deixe ver, não me deixe viver,
não me deixe ser, sem ti.

Um comentário:

Anônimo disse...

"Lei de respiração.../
Lua é cor e é a sua pele/
Urgem notas do chão/
Lares em si, presenças que expelem/
Urros na escuridão/
Corrompem a noite densa e escura/
Longe de explicação/
Uno de verso, inverso e procura/

Caçando a si mesmo/
Adagio de vento/
Soltando em cantos suas partituras/
Traçando segredos/
Ardendo o silencio/
Volvendo os céus das arquiteturas/

Acordando o sorriso/
Riscado em seu rosto/
Espelhando a beleza/
Sutilezas de gostos/
Texturas cintilantes/
Adornando o espelho/
Voz doce, radiante/
Alvorada de beijos/
Rompe a linha e vejo/
Esperando abrir/
Sol, dentro de ti..."