quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Café-da-manhã (e anti-depressivos)

Do beijo ficou o doce, amargo
Que não era qualquer novidade;
Antes fosse.
Difícil foi levantar o corpo letargo
Corpo que se movia à vontade.

Que recorria à estranha simplicidade.

O que sobrou foi a trama (drama)
E a verdade, que corta qual navalha.
É verdade, não pode ser dita a quem ama
E está lá, sem alma, o corpo estendido na cama.
Não há bem resultante que valha.

No fim do prato o que sobra é a migalha.

Um comentário:

Carolina Pires. disse...

Caramba! fiquei totalmente sem palavras depois dessa.

Ah! essa volta no onibus, de hoje, foi-me inspiradora. obrigada, tava precisando escrever.

te amo.