sábado, 9 de outubro de 2010

Bosque.

Ali no lugar onde foram tomados
Vinhos e providências,
Fios de meus cabelos,
E toda a certeza do mundo;
Descansa, mudo, o silêncio
De quem aprendi a gostar.

Ali onde as folhas no chão repousam,
Secas ou não, cercam a coisa
Estendida no chão.
Entendida, resolvida, rola raso
Ao passo de que as folhas, aquelas,
Revoam no rebuliço
E alegria em convecção.

Ali, e sempre ali, a coisa esteve.
Nem sempre espectadora, às vezes estrela carmim,
Estrela o show. E é bela.
Ah sim, que coisa utópica,
Interna, íntima
A coisa que brinca no jardim.

Ali, a paixão e paz de espírito.

Ali, solidão e choro lírico.

Mas hoje, ali, por entre as árvores,
Por vários caminhos
E sentimentos mesquinhos,
A coisa caminha,
Ou corre cheia de vaidade.


Que coisa é a ideia de liberdade...