quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Sempre a mesma ladainha

Que falta me faz a total falta de juízo
Que me faz correr, me faz sofrer, mas cicatrizo.
Que o que vem de graça, o que vem de pronto, desvalorizo.
Que já não tem graça, o que não remonto, e familiarizo.

Porque o amor não existe, ou tem sempre que estar fugindo,
Ou então faz piada, diz seguro estar mentindo.
E não me seguro, não asseguro ter aquilo
Que eu corro atrás, e o que me traz, não assimilo.

Não sei se porque corri demais,
Não sei se porque me amei de menos,
Não sei se devia voltar atrás
Ou tentar romances mais terrenos.
Só sei que eu gosto dos venenos
E olhos pequenos que a vida me traz;
E os momentos lentos e serenos (obscenos)
Que de tempos em tempos me trazem a paz.

Só quero da vida o que leva ao riso,
Romance, cinema, tristeza e poema.
E à alegria que interiorizo,
Mas sempre chego ao mesmo dilema.


E esse me traz um pouco de ansiedade:
O que fazer com toda aquela saudade?