segunda-feira, 26 de julho de 2010

Carpe Diem

Um dia sentei-me na grama,
Um dia amei o sol.
Principalmente quando esse passava
Por entre as folhas
E deslizava, como a brisa, em meu rosto.

Um dia acreditei
Que tinha direito a tudo.
Um dia à conclusão cheguei,
Por que motivo eu não sei,
De que era exatamente o oposto.

Um dia esperei
E acreditei na utópica recompensa.
Mas um dia me toquei
Que um dia,
Um dia demora mais do que a gente pensa.
E levantei, não sem desgosto.

Um dia abandonei a ideia
E aliás todas as ideias que tinha tido
Até o momento, aquele momento,
Só um momento.
Um dia fui atingida por um grande tormento.
Que a mim, por mim mesma, foi imposto.

Um dia fechei os olhos
Pra carro, rua, cidade
Um dia saí, um dia caí,
Um dia aproveitei a mocidade.
Um dia, noite e dia sem finalidade.
Pois não tem fim, o que é decomposto.

E um dia avancei.
Porque um dia faz toda a diferença.
Mas um dia vou voltar e do contrário
Não há quem um dia me convença.

E já estamos de novo em agosto.



Porque um dia é um bocado de tempo.

5 comentários:

Luísa disse...

Não gostei desse.

Luísa disse...

whatever.

ape. disse...

olha.. eu adorei...


achei extramente sincero.

J.B Ribeiro disse...

eu gostei, bastante.

o desfecho ficou impecável!
parabens!

Thys' disse...

eu achei uma das melhores coisas que voce escreveu.