sábado, 24 de abril de 2010

Até que seja tarde

Levou-a da vida
E a princípio lhe parecia ideal
Acolher a menina, ferida,
Ainda que a dor doesse igual.

Beijou-lhe as tristezas,
Abraçou-lhe as inseguranças,
E na hora de maior angústia
Fez-se ausente de esperanças.

Agora rasga sentimentos, menospreza
O impacto da fissura
Que ao ser amante lesa,

E do amor, a finura
Arranca, como molesta
A alma da criatura.

4 comentários:

.artur disse...

poemas sem titulo deveriam ser proibidos

Luísa disse...

sugere um então, garotão. hahaha

J.B Ribeiro disse...

poxa lu, impressionei. haha
parabéns e continua firme que tens muito talento!

Andrei Meurer disse...

fechou essa porta como só você sabe fazer.