segunda-feira, 29 de maio de 2017

Ei, mudança

https://obradaincompletude.wordpress.com/

segunda-feira, 27 de março de 2017

Mito

Em que ritmo
live and before
trampo crítico
querem te impor
minto limpo
e sinto que sou
triste tudo
sendo to be for

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Só lícito

Contendo o caos interno até que o dia acabe
não só, não só, são muitos meus amigos
ninguém no raio dessa gente sabe
o que faz, está só, e se envergonha
junto comigo
da improdutiva e inútil tarde
e nem sonha mais... nem sonha.

Frágil, frágil, frágil coisa ou troço
irremediavelmente sem sentido
a vida e todos soltos seus pedaços
só funcionando enquanto em ato, ativo
"saia de casa", e os demais avisos
amplifica o drama
de quem,
não tem
vontade de sair da cama.

Contendo o caos a costurar no tempo
a linha
da rede que, dizem, previne
abismos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Acesso ao longe

considerando o
saber do tato
longínqua língua
que temos falado
sidero a sorte
de um encontro
dado que o silêncio
sobe, como o quente,
e largo.

com ess' silêncio
só eu no encanto
marco o tropeço
em vinte e três
ou quatro
anos horas sento sumo
quarto
respira, respira
mato.

verde e volta
volteamo vindo
virtude, vide o
que tu disse rindo
seguro, supre
mas não há ventura
diz não assegura
corre, controla
ou míngua.



domingo, 29 de janeiro de 2017

Projeto

Ao chão o levante do eu!
Sujeito é um plano de implante,
estranho a si mesmo: isto;
o que: só pode dizer do agora;
seu: é o que toca e afeta;
sente: san-ti-fica sozinho,
foge; e volta
e vive, o tanto que aguenta
e some.
Sem nem ter ou querer
um lugar ou nome.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nada condicional

Não ver além do quantos dias à frente
O que te sustenta é só um nada concreto
Indo ao encontro de qualquer coisa sem graça
E sem sentido,
Fenda que de novo e de novo rasga
Sorriso rindo de qualquer coisa sem sentido e
Qualquer encontro, só indo.

Não ver além do nada sorrindo
Nada forte, concreto e maciço
Contra o chão movediço
Abstrato e sem sentido
Qualquer coisa disso que sobra e me faça
Mais que qualquer coisa sem graça.

Não ver além de si, nem ver a si,
Ante o antes, sem sentido e sorrindo,
Não mais que o nada que dá sentido e tira, que
Me dá sentido e me tira,
Porque nada,
No dia que se fecha em si,
De noite, no chão que some,
Indo de encontro ao que é sem graça,
Nada de fato sorri.

No máximo hoje

A toque de caixa
o que seguimos?
Que lógica rege a joça toda
hein
que lógica.
A toque
a sinta
aberta.
Em aberto a lógica
inexiste
a próxima, a próxima
máxima
que acredito.
Passou o tempo
da lógica
o que dizem as pessoas
da mágica
hoje em dia?
Que a família caiu
que deus está morto
as igrejas sabem.
O panfleto na rua
convida a acreditar.
A nova moda
é a lógica
não há uma
lucidez sólida
não há
que se queira
não se sabe
mais o que é querer.
Sofrer é a lógica
com que se habitua.
Se cultua o quarto
de tempo
cutuca, lembra
do espaço
não se sabe!
o que houve de fato
quem disse
quem veio
foi ninguém.
Não tem lógica,
tem
no máximo
sem máxima
hoje.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Tão logo digo

Ardor o vento ao chegar à cama
ditas as folhas, cortas motivos
mergulho o pulo qual vagalhões chamas
à brisa susto, costas e línguas
lustre de pele ceia ao léu levantes
sortidos mantras, tão logo assumes
seguro laço, sol, soluções luzes
caí de pé do céu de sou amante:
cerúleo roxo e que sorte a minha
será bom dia ao quem nunca antes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Multidão

O tempo martela as coisas até
Não sobrar nada além do ridículo
Queria que me vissem destruída
De fato como me sinto
Todos os cortes e vazios abertos
Sem pedaços a ausência de tudo
As pernas tortas em dúvidas, sombra
Hematoma e dedos imundos
A pele cede em sulcos puxados
Por mãos com unhas, nervos e veias
Sentindo arder o quente repleto
De todo conforto que te passeia
Nós, bolsa d'água que explode
Na pressão de dado momento
Cai nas fendas, problemas, a morte
Na forma de tudo que se faz medo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Certo medo

Simpatizo com os pedaços do que somos
sobras do que fica nos lençois,
nos cinzeiros, no pó debaixo
da cama, qualquer coisa
atrás da orelha,
o medo
certo certo certo certo
certo medo de sonhar
certo de que o sonho é falha
brecha no contrato
do seguro, nada sente-se assegurado
no canto do banheiro
quando chora
pelo depois.